quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Craques do passado. Mestre Francisquinho, além de um músico de qualidade, também dava show com a bola nos pés. Fundou juntamente com irmãos e primos o Palmeiras, que acabou sendo o grande adversário por muitos anos do Centro Sportivo Assuense.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

AFINAL O AUTOR DE “O PEQUENO PRÍNCIPE” VEIO MESMO À NATAL?

Na história do Rio Grande do Norte diversas pessoas já relataram a passagem do grande escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry por Natal, ocorrida no fim da década de 20.
Entre alguns relatos, o autor da super obra “O Pequeno Príncipe” teria se inspirado neste baobá que fica no bairro de Lagoa Seca em Natal ao criar alguns desenhos de seu livro.


Entre os anos de 1985 e 1995 escritores potiguares como Pery Lamartine e Nilo Pereira, escreveram artigos com relatos de testemunhas oculares da presença do francês na cidade. De acordo com Lamartine, o que dificulta a pesquisa é o fato de que nos anos 1920 os pilotos franceses e brasileiros não registravam seus voos.

Existe uma passagem no livro que diz: “vamos nos livrar das ervas daninhas antes de se tornarem baobás que poderiam explodir o planeta”. O escritor estaria se referindo ao baobá de Natal, que teria sido visitado por ele nas décadas de 20 e 30, quando teria sido inclusive hóspede da proprietária do terreno.

O poeta e professor Diógenes da Cunha Lima, que comprou o terreno da árvore afim de preservá-la, conta também que há no livro desenhos como elefante, estrela, vulcão, dunas e falésias, elementos que lembram o mapa e outros símbolos do Rio Grande do Norte.

O poeta e professor Diógenes da Cunha Lima e o sobrinho-neto de Saint-Exúpery. Foto: Canindé Soares
Já em 2009 a imensa árvore recebeu a visita do sobrinho-neto de Saint-Exupéry, o engenheio François D’Agray. Ele esteve em Natal à convite da Prefeitura Municipal para o lançamento dos livros “O Pequeno Príncipe Me Disse” e “Antoine de Saint-Exupéry – A História de uma História”, da escritora paulista Sheila Dryzun.
Alguns atribuem também a relação do francês com o RN pela presença de outro grande baobá plantado desde 1877 na cidade de Nísia Floresta, próximo a Natal.
Mas afinal, Saint-Exúpery, autor de uma das obras literárias mais traduzidas do mundo, passou mesmo por Natal?


Quem conta é o francês Patrick de Bure, entusiasta da História da aviação que em 2010 foi morar em Natal.
Primeiro ele relembra que Saint-Exupéry, deixou a cidade Bordéus, na França, e após dezoito dias de cruzando o Atlântico no navio de carga S. S. Massilia chegou à Buenos Aires, na Argentina. Ele, que também era aviador, foi visitar o escritório da companhia de aviação Aéropostale, e permaneceu no país por “apenas” 15 meses. Esta foi a única vez que o escritor veio à América Latina na sua vida.
Assim, Saint-Exupéry nunca esteve em Natal em missão oficial de avião, e portanto os baobás potiguares não foram a fonte de inspiração do escritor. Segundo Bure, as árvores foram avistadas quando ele estava voando sobre as paisagens do norte da África, local que abriga milhares delas.
Mas o escritor e pesquisador potiguar Rostand Medeiros diz ter uma hipótese. Segundo ele, Antoine de Saint-Exupéry teria feito uma escala em Natal de navio, na mesma viagem em que seguia para Argentina.
Intrigante. E você, o que acha?
Com informações de TOK de História

De: https://curiozzzo.com




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ah! Quando a gente é criança, na vida de brincadeira.

João Lins Caldas

Mais de 95% do melão exportado pelo Brasil é produzido no RN



Exportações do estado cresceram 200% entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2016. Ao mesmo tempo, Ceará registrou queda de 95%.


Por Igor Jácome, G1 RN
Fazendas no RN produzem 96% do melão exportado pelo Brasil (Foto: Anderson Barbosa/G1
O crescimento das exportações de melão ultrapassaram a barreira dos 200% no Rio Grande do Norte, entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2016. Com o resultado e a queda de produção dos concorrentes diretos, o estado também se tornou responsável por 95,9% de toda a venda da fruta para o mercado externo.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Ao longo do ano passado, o estado já liderava o setor, mas era responsável por cerca de 50% das exportações das frutas frescas para fora do país, com US$ 75,3 milhões comercializados. O vizinho Ceará contava com outros 47% do mercado, com vendas de US$ 70,8 milhões.
Entre janeiro e agosto o RN comercializou US$ 47 milhões. Parece pouco, diante dos US$ 100 milhões estimados para o ano, mas existe explicação. De acordo com o empresário Luiz Roberto Barcelos, maior produtor do país e presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN, a produção se torna mais intensa a partir de setembro, até janeiro. "Neste período do ano, apenas o Brasil fornece as frutas para o mercado Europeu, que é o maior consumidor", revela.

Mercado externo representa cerca de 50% da produção nacional de melão (Foto: Anderson Barbosa/G1)
O mercado externo, ainda de acordo com Luiz Roberto Barcelos, consome 50% da produção nacional do melão. Apesar de não ter grandes variações positivas, ele considera que essa fatia é mais estável, ao contrário do mercado interno.

RIO ASSU (PIRANHAS)
Domingo dia 17.09.2017

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Governo do RN anuncia pagamento de servidores que ganham entre R$ 3 mil e R$ 4 mil

Segundo governo, dinheiro entrará nas contas nesta terça-feira (19). Ainda não há data para pagamento de quem recebe acima dos R$ 4 mil.
  


Por G1 RN
18/09/2017 

Governo anunciou pagamento de quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil (Foto: Thyago Macedo)


Governo anunciou pagamento de quem ganha entre R$ 3 mil e R$ 4 mil (Foto: Thyago Macedo)

O governo do Rio Grande do Norte anunciou que vai depositar nesta terça-feira (19) o pagamento da folha de agosto, aos servidores ativos, aposentados e pensionistas que recebem entre R$ 3 mil e R$ 4 mil.

Ainda não há data prevista para o pagamento dos salários de quem recebe acima R$ 4 mil. "Será realizado o mais breve possível, a partir da disponibilidade de recursos", informou a administração estadual, em nota.

O montante pago nesta terça soma R$ 51.370.510,23. No último dia 9, foram pagos os vencimentos de quem recebe até R$ 3 mil. Além destes, servidores da Educação e dos órgãos da administração indireta, que têm arrecadação própria, também receberam dinheiro.

De acordo com o governo, com a realização do depósito nesta semana, 80,49% do funcionalismo público terá recebido integralmente seus vencimentos, o que dá um valor total de R$ 190.925.074,92.


domingo, 17 de setembro de 2017

Eis abaixo, um dos poemas em linguagem matuta, rude do sertanejo nordestino, de autoria de Renato Caldas, página 20, do livro intitulado 'Fulô do mato' (uma raridade) segunda edição, publicado em 1953, pelo jornal "Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro, com ajuda dos deputados federais Aluísio Alves e Carlos Lacerda, que depois fora governador da Guanabara, atual Rio de Janeiro. Renato Caldas "foi quem deu nome ao Rio grande do Norte, nas letras nacionais" com a publicação do referenciado livro publicado em primeira edição em 1940. Ele, Renato Caldas, era discípulo e amigo do menestrel maranhense Catulo da Paixão Cearense, autor da célebre canção intitulada 'Luar do sertão


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mantido veto à lei que declara patrimônio cultural o Teatro Sandoval Wanderley

O Plenário da Câmara Municipal de Natal aprovou, na sessão ordinária dessa terça-feira (12), um veto integral ao Projeto de Lei nº117/2017, de autoria do vereador Fernando Lucena (PT), subscrito pela vereadora Natália Bonavides (PT) e pelo vereador Klaus Araújo (SD), que declara Patrimônio Cultural Imaterial da cidade de Natal o Teatro Municipal Sandoval Wanderley. Foram 12 votos a favor, 6 contra e 4 abstenções.

Localizado no bairro do Alecrim, na Avenida Presidente Bandeira, o Sandoval Wanderley é um teatro de arena com capacidade para 150 espectadores. É referência de divulgação e cumpre um papel importante na cena cultural da cidade. Foi o segundo a ser construído na capital, em 1962, e leva o nome do ator assuense Sandoval Wanderley, que criou os grupos Conjunto Teatral Potiguar, em 1941, e o Teatro de Amadores de Natal, em 1951.
“Hoje é um dia de luto para a cultura popular do Rio Grande Norte. Infelizmente, a bancada governista enterrou sem choro e sem vela a história do Teatro Sandoval Wanderley. Porque ao declarar Patrimônio Cultural Imaterial a gente queria impedir que o ‘Teatrinho do Povo’ fosse destruído, haja vista que a intenção do prefeito Carlos Eduardo Alves é acabar mesmo”, criticou o vereador Fernando Lucena.
Segundo ele, com a paralisação dos teatros Sandoval Wanderley e Alberto Maranhão, os movimentos artísticos populares ficam sem espaço para apresentar os seus trabalhos. “Resta apenas o Teatro Riachuelo, mas esse é um teatro de shopping: caro, requintado e elitizado. Grupos teatrais de escolas públicas, emboladores de coco, cantores locais, entre outros, não tem acesso fácil. Outra coisa, embarcar na promessa de que vão construir um novo teatro na Ribeira em substituição ao Sandoval Wanderley é a mesma coisa que acreditar em papai noel”, acrescentou.
Por sua vez, a líder da base governista, vereadora Nina Souza (PEN), falou que o projeto que declarou o Sandoval Wanderley como Patrimônio Cultural e Imaterial foi votado sem um debate aprofundado. “Como entrou na ordem do dia 20 de junho em regime de urgência, a instrução do processo não foi observada da forma correta. Existe uma lei municipal que determina o encaminhamento à Funcarte de todas as matérias que versam sobre Patrimônio Imaterial para serem submetidos ao Conselho de Cultura. O veto aconteceu porque a tramitação do texto foi equivocada, fizemos apenas uma correção”, explicou a parlamentar.
Vereadores lançam Frente Parlamentar em Defesa da Gestão Pública
Na sequência, em botação única os parlamentares deram parecer favorável ao Projeto de Resolução nº00023/2017 apresentado pelo vereador Dinarte Torres (PMB) que dispõe sobre a criação e regulamentação da Frente Parlamentar em Defesa da Gestão Pública.
“Estamos trazendo profissionais, professores e estudantes de Gestão Pública para participar dos debates conosco no Legislativo natalense. Sabemos que a profissionalização para os servidores públicos apresenta-se de extrema importância na gestão pública atual. Diante disso, nosso objetivo é abrir um espaço de construção de conhecimentos sobre essa e outras questões”, concluiu Dinarte.
CMN
https://blogdobg.com.br

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Essa que eu hei de amar…


Essa que eu hei de amar perdidamente um dia
será tão loura, e clara, e vagarosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.


E quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar no coração, que vela…
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz… — Tudo isso eu me dizia,


quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste…


E falou-me de longe: "Eu passei a teu lado,
mas ias tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!"

Guilherme de Almeida

ASSU HILÁRIO


Fotografia do acervo de Carmém Délia de Saboia Costa.

Castanha Chocha e Cachorrinha de Borracha (pseudônimos) eram dois débeis mentais que perambulavam juntos, pelas ruas da cidade de Assu de tantas figuras folclóricas, nos idos de sessenta. Castanha tinha uns 30 anos de idade e Cachorrinha era mais velha do que ele, Castanha, uns trinta e poucos anos. Pois bem, naquele tempo, se uniram em matrimônio, ato religioso realizado, salvo engano, por padre Militino na igreja matriz de São João Batista, lotada de curiosos como podemos conferir na fotografia, daquela terra assuense. O poeta Renato Caldas, um vigilante permanente que não perdia as oportunidades para versejar sobre o cotidiano da cidade, as acontecências do Assu, não deixou de registrar em versos, aquele engraçado acontecimento que movimentou, pelo fato inusitado, a cidade inteira escrevendo com irreverencia e graça, aquele poeta do povo:

Quem procura sempre acha
É o ditado do povo
Arranjou marido novo
Cachorrinha de Borracha
Mas vai ser preciso graxa
Que a coisa não está tão frouxa
A fuzarca vai ser rouxa
Até o raiar do dia
Arranjou o que queria
Casou com Castanha Chocha.

Postado por Fernando Caldas